No último post da série, em que a Yeda nos conta o lado de dentro do Planning Ness, ela nos faz um grande resumo do que rolou e algumas dicas para quem quiser acompanhar o evento no ano que vem.
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Balanço
O Planning-Ness é uma enxurrada de informação (quase dá PT no cérebro), mas ao meu ver, valeu muito à pena.
Alguns pontos que na minha opinião fizeram o evento ser bom:
- Poucas pessoas: Tinham no máximo umas 100 pessoas no evento. Inclusive, tive o prazer de ser a única brasileira dentre todos os participantes e fui muito (mas muito mesmo) bem recebida.
- Minneapolis : Apesar de ser uma grande capital (com 3.5MM habitantes), ela fica fora do eixo California – Nova York – Miami e isso contribuiu para um clima acolhedor e simpático. Sem contar que as sessões rolaram em um ambiente gostoso e informal da Gallery 13.
- Bons palestrantes com bons conteúdos – Eu sei que parece básico, mas a qualidade do que foi apresentado não deixou a desejar em nenhuma das sessões. Todos os palestrantes estavam super bem briefados sobre a proposta do evento e realmente pensaram em exercícios relevantes, que merecessem ser praticados.
Além disso, achei que a escolha dos conteúdos foi muito bem feita. De fato houve uma preocupação em trazer assuntos de vanguarda. Enquanto no Brasil ainda discutimos sobre o nosso papel dentro das agências e o relacionamento com o cliente, a discussão no evento estava muito mais relacionada no como fazer trabalhos mais legais – novas formas de pesquisa, formatos de brief, novas formas de pensar o processo criativo, etc.
- Pouco tempo: Cada sessão tinha 1:30 (45 minutos de conteúdo e 45 minutos de prática), portanto dependendo da profundidade do conteúdo, a parte prática ficou corrida em algumas sessões.
- Cultura local: Ser a única brasileira da conferência me fez boiar solitariamente em algumas piadas regionais e em alguns exemplos. Por exemplo o The Voice, fez parte de um dos exercícios e eu não tinha a menor ideia sobre o que eles estavam falando. Mas nada que uma perguntinha para o colega ao lado não tenha resolvido
Um ponto interessante e que acho que valeria refletirmos é sobre essa proposta inovadora do Planning-Ness (tanto em termos de formato como de conteúdo mais focado no “como fazer melhor”). Conseguiríamos usá-lo como inspiração aqui para o Brasil? Eu particularmente acho que seria bem interessante testar o formato: Talvez um Planning-Ness Brasil? Ou uma versão pocket nas breakout sessions da Conferência de Planejamento? Quer dizer, essa é minha opinião, e vocês? O que acham? Se interessariam?
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