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PICNIC | Discute o ambiente das telecomunicações

0 Comentários 26 September 2008

Picnic_6

– Publicado no MM Online em 24/09/2008 —

Três palestras finalizaram o primeiro dia do PICNIC, evento que acontece em Amsterdã, na Holanda. "Dueling with Distance" foi a apresentação de Stefan Agamanolis, diretor-chefe e pesquisador de um laboratório de tecnologia chamado "Distance Labs".

Agamanolis falou sobre uma teoria visionária (mas super interessante) sobre a "slow tecnology". O conceito que o pesquisador está desenvolvendo foi inspirado no conceito "fast food X slow food", onde a onda "slow" não obrigatoriamente contrapõe o "fast" mas define novos limites para o segmento – uma realidade para o movimento "slow food" contra o "fast food", por exemplo.

A teoria da Distance Labs é a de criar um contraponto ao
"establishment" das telecomunicações e criar produtos que sustentem
esse contraponto. Essa contra-oposição teria então o nome de "slow
communication" que prevê, no mínimo, 4 quebras de paradigmas do
ambiente das telecomunicações atuais:
- distraction free (vivemos num mundo cheio de distrações e falar com outra pessoa ao telefone sempre é uma ação multitarefa);
- intimacy (nada menos privado que uma conversa ao telefone celular, certo?);
- (break down) tradition (devices e símbolos das telecom são eminentemente masculinos, duros e pouco orgânicos);
- healthy (saudabilidade é o assunto menos correlacionado ao universo de um celular, por exemplo)

Após cada apresentação dos conceitos acima, o cientista apresentou
protótipos malucos dos aparelhos que deverão "responder" à cada uma
dessas 4 quebras de paradigmas. A conceituação teórica é maravilhosa,
já os devices…

A quarta apresentação do dia, "The Emerging Real Time Social Web",
foi o seminário seguinte e que contou com quatro palestrantes e um
moderador. Pelo menos dois nomes da mesa eram reconhecidamente famosos:
Philip Rosedale, um dos fundadores do Second Life e Jyri Engeström,
cientista social e fundador da Finish Mobile Presence Services Jaiku,
recém comprada pelo Google.

Fazendo de uma longuíssima discussão um assunto curto, muito se
falou sobre a surrealidade do ser humano participar das famosas
comunidades na web somente pelo simples fato dele ser (ou querer ser)
"amigo" de um outro ser humano.

Esse princípio – já defasado – está evoluindo para um território
onde as pessoas agregam esforços em torno de um objeto comum e geram
serviços de valor agregado como forma de expressão desta ou aquela
comunidade. São os chamados "object networks" que são as verdadeiras
plataformas onde os indivíduos se unem para lutar por um "purpose"
comum.

Jyri Engeström propõe três questões fundamentais para orientar os caminhos da chamada "object network":
- What is the core object of this network? (Qual o objeto central dessa rede?);
-
What are the verbs that drive this network? (Quais os verbos/ações que
dirigem esse network? e O que exigir dos usuários dessa rede?);
- What are your nodal points? (Quais os pontos que fazem as pessoas se identificarem com a rede?).

Já Philip Rosedale, do Second Life, agregou uma novo elemento que
seria o quarto item : "Behavior Simetry", que seria mais ou menos um
gerenciamento de linguagem que fosse "de igual para igual" entre o
adminstrador da rede e os participantes.

O debate foi extremamente inspirador, mas notoriamente sem foco
dentre os debatedores. A discussão deveria certamente ser mais
produtiva.

Por último, uma das palestras de liderança (e até considero de
auto-ajuda) mais emocionantes que participei até hoje foi o ponto final
no dia. Como já havia mencionado anteriormente, o maestro Israelense
Itay Talgam deu um show de presença de palco, carisma e orientação na
exposição de seu tema: "Como conduzir criatividade".

Por intermédio de vídeos de maestros reconhecidos mundialmente
(Karayan, Strauss, Zubin Metha, etc.) ele mostra, de forma sutil e
sensível, que a condução de uma equipe – no caso, de uma orquestra -
pode ser mais ou menos rígida, levando a maiores ou mennores resultados.

Ele descreve os comportamentos de regência que podem levar ao
sucesso ou até ao fracasso. Como é uma lição experiencial, só vivendo
para ver. Veja mais sobre o fregente Itay Talgam no site do próprio
Maestro ou no endereço já dado anteriormente em meus comentários onde
você poderá encontrar um pedaço de seu workshop.

Nota 3.00 de 5

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