Effie Awards, Prêmios

Um Effie como não poderia deixar de ser

4 Comentários 01 October 2010


O Eduardo Lorenzi, da NeogamaBBH, escreveu um texto pra gente contando um pouco sobre sua experiência como jurado no Effie Awards. É interessante conhecer a visão dos bastidores e um pequeno termômetro sobre nossa disciplina.

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“Há 3 semanas tive a honra de participar, pela primeira vez, do júri da 3ª edição do Effie Awards no Brasil. E a experiência só reforçou a imagem que eu já tinha do prêmio.
O Effie é conhecido por sua rigidez no julgamento, em que o júri não é obrigado a dar prêmios em todas as categorias, se considerar que a qualidade dos cases não merece essa distinção. Tanto isso é verdade que apenas 5 cases ganharam OURO, de um total de 18 possíveis, nas 2 primeiras edições do prêmio no Brasil. Felizmente um case da Neogama/BBH está no shortlist deste ano. Mas pessoalmente já senti essa rigidez de perto, pois no ano passado inscrevi 4 cases em 5 categorias e nenhum deles ganhou.

O que mais me surpreendeu como membro do júri foi algo que aprendi a duras penas no ano passado: ver a quantidade de agências e anunciantes que acreditam ter um case nas mãos que mereça um Effie.

O Effie é eficácia comprovada, é link entre estratégia, criação e resultado. É mostrar toda a sequência da jogada, desde o tiro de meta até a bola entrando no gol.
Mas infelizmente ainda tivemos nesta edição muito factoide, muito oba-oba, muito crescimento de imagem que não gera negócios, muito case sem conteúdo tentando seduzir o júri através de videocases maravilhosos.

Tivemos também muitas situações em que as pessoas não sabiam como inscrever o case. O prêmio tem um formato-padrão, com campos para serem preenchidos com um limite máximo de caracteres. Mas na prática teve gente que falou do “cenário” no campo da “ideia”, da “ideia” no campo da “implementação da ideia”, de “resultados” no campo da “mídia” e por aí vai. Ocorreram também casos em que foram escritas 2 frases em um campo que permitia 2.500 caracteres. Isso não é poder de síntese, é desperdício da chance de argumentar melhor.

Acredito que, quanto mais tempo o Effie estiver no Brasil, mais os profissionais da agência e do cliente ficarão familiarizados com seu formato-padrão e seu nível de exigência.

Mas, para deleite do júri, houve exceções. Vimos boas demonstrações de eficácia, sim. A sensação que fica é que esses aspirantes ao Effie sabiam do que estavam falando e aonde queriam chegar desde que apresentaram a campanha para o cliente, muito antes de pensarem em inscrever o case. E é por isso que o Effie este ano será como não poderia deixar de ser.

Obviamente nem eu nem nenhum membro do júri sabemos ainda o que os cases do shortlist vão ganhar. O sistema de julgamento é baseado em notas individuais e confidenciais de cada jurado, que depois serão somadas com a dos outros jurados da organização do prêmio. Mas pela divulgação do shortlist já vimos que esta edição seguirá o padrão das 2 anteriores: muitos querem ganhar o Effie, mas só poucos realmente chegarão lá.”

Nota 4.00 de 5

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Seus Comentários

4 Comentários até agora

  1. renata says:

    houveram, houveram

    • Eduardo Lorenzi says:

      Renata,
      Realmente o texto tinha esse erro de português.
      Mas graças à sua observação, ele foi corrigido.
      Obrigado.

  2. Stachon says:

    O Paraná tem muitos cases com resultados reais, mas fica um pouco com medo de bater de frente com grandes nomes de agências, e nem olharem para os patinhos do interior. Acho que ano que vem, se o Effie entender que existe vida no Paraná, teremos alguns inscritos. Outra coisa, pedimos 35x uma visita da organização do Effie, colocamos a disposição o Clube de Criação e o Grupo de Planejamento do Paraná para divulgar o Effie no "Interior" e nada. Por isso acreditamos que não será dada a devida atenção aos cases.


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  1. Cooperação, criatividade e o Effie | Grupo de Planejamento - 04. Oct, 2010

    [...] como o Eduardo fez semana passada, a Amanda Felício, da Leo Burnett, escreveu pra gente um textinho sobre suas [...]

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